Londres | 03

 
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Esse post faz parte de uma série sobre Londres. Caso você ainda não tenha lido os demais, segue a lista abaixo: 

01 | Pessoas

02 | Transporte

03 | Espaços e Estruturas

04 | Museus

 


Quando pensei em escrever sobre espaços e estruturas, não quis apenas falar apenas sobre arquitetura ou urbanismo, mas penso que esse é o espaço para mostrar a beleza da cidade no seu dia-a-dia. Ao meu ver, cidades devem ser lugares onde as pessoas gostem de morar e se divirtam sempre que possível, não apenas indo a shows, teatro ou restaurantes, mas que tenham uma experiência memorável do espaço a medida que convivem com ele.

Este é um post com mais imagens e menos texto. 

 

Londres é uma conversa constante entre o novo e o velho. O resultado é extremamente belo e é muito curioso entrar em um prédio com fachada clássica e interior inteiramente moderno. No entanto, os prédios do centro financeiro parecem ter se esforçado bastante para obter uma arquitetura mais chamativa que os demais. O produto final é um pouco catastrófico, e te deixa sem saber o que olhar primeiro (como na última imagem acima).

 
Monument to the Women of World War II  - Whitehall, Londres

Monument to the Women of World War II  - Whitehall, Londres

As ruas contam bastante sobre a história. A região de Whitehall, o centro administrativo da cidade, abriga uma grande coletânea de estátuas, prédios e monumentos importantes nas ruas. Vale a pena guardar um dia pra andar pela região, passar na frente do Parlamento, do Old War Office, Trafalgar Square, dos Horse Guards e a antiga sede da Scotland Yard - que foi realocada em 1890 para o Victoria Embankment. 

Vários edifícios pela cidade indicam alguma personalidade que viveu neles (tanto na vida real, quanto na ficção). No caso da Rua Baker, há inclusive pistas aos olhos mais atentos indicando onde fica o 221B.

A mega-estrutura da London Eye: não economizaram no sistema de rotação das cápsulas nem nos materiais do interior.  

A cidade é cheia de espaços públicos. Áreas abertas que chamam as pessoas para as ruas, estimulam as pessoas a sair a pé ou de bicicleta. Chamam a atenção as calçadas mais largas, calçadões, parques e praças. Além disso, há prédios que só se tem acesso andando a pé.


Pensar na arquitetura do lugar levando em consideração o público que já utiliza o espaço atualmente é super importante para uma cidade feita para pessoas. 

No começo de 2013, o Southbank Centre, um centro cultural da cidade revelou que ia construir um museu de arte urbana em sua marquise, que há mais de 40 anos é espaço de skatistas e atletas da região. Esse grupo de usuários da marquise realizou uma petição contra a destruição do seu lugar de prática esportiva e chegaram a conclusão de que o espaço deve ser utilizado para as ambos arte e esporte. Convidaram então os arquitetos-skaters Iain Border e Rich Holland.
Segue o vídeo de divulgação do projeto:
 

"We have always said that skateboarding is important to Southbank Centre. We therefore commissioned Iain Borden, Professor of Architecture and Urban Culture at the Bartlett School of Architecture, UCL, and Rich Holland, an architectural designer at Floda31, who has made many skateable installations and sculptures -- and both skaters -- to prepare a draft design brief earlier this summer."